Aos alunos do 6º semestre de Pedagogia: texto 4

Bom professor é aquele que ajuda o aluno a ter prazer[1]

Para fazer dissertação de mestrado na Faculdade de Administração de Barcelona (Espanha), Flávia Pacheco entrevistou 50 brasileiros que, invejados, temidos ou reverenciados, atingiram posições de destaque em suas profissões no Brasil.

Queria entender as forças que impulsionam personalidades como o publicitário Washington Olivetto, o banqueiro Roberto Setúbal, o tenista Gustavo Küerten, o alpinista Waldemar Niclevicz, a médica Zilda Arns, a ex-jogadora de basquete Hortência, o industrial José Gerdau e a executiva Maria Silvia Bastos, entre outros.

Os entrevistados disseram que o desejo de ganhar dinheiro não é a sua principal mola propulsora. Nem a busca de sucesso e de poder. Fama e riqueza são ingredientes, indispensáveis e agradáveis, do reconhecimento, mas não é isso que os faz passar noites acordados desenvolvendo projetos, trabalhar em feriados ou durante finais de semana, treinar sem parar.

Muitos daquela lista, afinal, já têm dinheiro suficiente para alimentar várias gerações e continuam tão empenhados como antes, quando ainda eram anônimos ou pobres.

"Sempre fiz aquilo de que gosto", afirma Maria Silvia Bastos, presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), uma das mulheres mais bem remuneradas do Brasil.

"Todo mundo nasce para fazer alguma coisa, mas são poucos os que têm a sorte de descobrir qual é essa coisa. Eu tive a sorte de descobrir muito cedo qual é a coisa para a qual eu sirvo", diz Washington Olivetto, o publicitário brasileiro mais premiado.

Responsável por um dos programas mais aplaudidos de saúde pública no mundo, Zilda Arns, indicada para o Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho na Pastoral da Criança, disse que, quando vai a uma comunidade, a primeira coisa que pergunta aos líderes, todos voluntários, é se são felizes naquela atividade. Quase sempre levantam os braços contentes. "Então eu sei que vamos ser bem-sucedidos, porque eles têm prazer em trabalhar”.

A pesquisadora Flávia Pacheco leu todas as transcrições das entrevistas e percebeu que jamais conseguiria dizer, sem escorregar nas leviandades da auto-ajuda, qual é o segredo do sucesso. Mas percebeu que, sem prazer, não há chance de progresso – gostar do que faz é o principal estímulo.

"Para os bem-sucedidos, trabalhar não é nenhum sacrifício. Ao contrário, eles não saberiam viver sem isso. É como se o trabalho fosse um hobby. Os resultados financeiros são simplesmente uma conseqüência de fazer bem aquilo de que se gosta", diz.

Freqüentemente, essas pesquisas costumam evocar, em maior ou menor grau, o senso comum. E tentam explicar o sucesso com argumentos do tipo necessidade de trabalhar duro, descobrir seu talento, estar no lugar certo na hora certa, intuição, e por aí vai.

Mas a verdade é que a imensa maioria dos educadores não descobriu – e, se descobriu, não sabe sair da teoria que o principal papel do professor é ajudar o aluno a sentir prazer.

Encontra-se prazer no trabalho quando se encontra a vocação; por isso fazer bem e gostar do que faz sempre andam juntos.

Estamos assistindo à angústia dos vestibulandos, testados em seus conhecimentos como se estivessem sendo testados em suas competências e vocações. Grande parte sairá derrotada, não entrará nos mais prestigiados cursos. E muitos, mesmo "vitoriosos", irão mudar de curso sem completá-lo.

A imensa maioria dos alunos vê a escola como uma fábrica de provas baseadas em informações que pouco têm a ver com o cotidiano. Memorizam informações que, muitas vezes, não têm a menor importância.

Poucos experimentam fazeres para descobrir seus prazeres; freqüentemente escolhem os cursos influenciados pelos pais e por amigos ou mesmo pela moda. Podem ir bem nos testes, entrar nas melhores faculdades – e até com as melhores notas -, mas, se não souberem de que gostam, tenderão a ser medíocres, medianos, incompetentes e infelizes.

Todas as pessoas têm um potencial para fazer algo bem. E, se a escola tem um papel, esse papel é fazer dessa descoberta sua principal mola propulsora.


[1] Extraído de http://www.netkids.srv.br/conhecimento/colunistas/gilbertodimenstein/gilberto06.asp

Aos alunos do 6º semestre de Pedagogia: Texto 2

Texto a ser trabalhado no dia 30/10/2009

Em breve a escola que é um eterno recreio

Parece ser a escola dos sonhos de muitos estudantes. Não tem prova, não existe lição de casa, o recreio pode ser a qualquer hora, o aluno escolhe seu educador, só participa das atividades se quiser e ainda pode rabiscar as paredes do colégio. Na Lumiar, escola que começa a funcionar na capital em fevereiro do ano que vem, tudo é decidido pelos estudantes: dos cursos que serão oferecidos ao modo como o orçamento deve ser gasto.

"Nossa escola vai ter a obrigação de ser interessante para o aluno. Ele poderá escolher o que fazer e democracia e liberdade serão as palavras-chave aqui", explica a coordenadora-pedagógica da Lumiar, Helena Singer. "Nessa nova forma de ensinar, vamos romper o ensino disciplinar e seriado."

Isso quer dizer que não há divisão por séries, que alunos de idades diferentes estudarão juntos e que o colégio não ensinará as disciplinas tradicionais separadamente. "Não vamos ter aulas de história, português, física. Nos cursos oferecidos, os conceitos das matérias serão trabalhados integrados, sem que os alunos percebam", diz Helena. "Mas, se eles decidirem que querem ter aula só de física, terão."

Sendo assim, também não há um professor para cada disciplina. "Teremos mestres – especialistas de suas áreas -, que darão os cursos definidos pelos alunos, e educadores, que acompanharão todo o desenvolvimento da criança", explica. "O educador ajudará a avaliar o estudante, já que não há provas."

Ela afirma que há alguns projetos já definidos, como as aulas dadas por malabaristas para trabalhar a coordenação motora das crianças ou as de culinária, para ensinar proporções. "A manutenção deles dependerá do interesse dos alunos. Se resolverem que não querem mais, os cursos acabarão."

E se o aluno odiar matemática e não freqüentar as atividades que envolvam a matéria? Helena diz que nenhum aluno sairá da Lumiar sem ter aprendido as noções básicas da disciplina. "Para nós, é impossível que alguém se forme sem nunca ter tido noção de matemática, porque ela estará na aula de música, na de culinária e até nas reuniões que decidirão como gastar o dinheiro do colégio", explica. "O conhecimento necessário no cotidiano acabará sendo incorporado e o estudante terá uma noção geral das matérias básicas. Só que poderá se aprofundar nas suas paixões."

Alunos irão impôr seus próprios limites

Toda semana, estudantes e educadores se reunirão em assembléias para avaliar o andamento da escola, decidir os gastos, escolher novos cursos. Nesses encontros também serão definidas as regras da escola. "Os limites serão impostos pelos próprios alunos e o que percebemos é que as crianças costumam ser mais severas do que os adultos", diz Marina Marcondes Bojikian, uma das educadoras. "Além disso, elas respeitam mais as regras definidas por elas mesmas."

Outra proposta da Lumiar é misturar alunos ricos e pobres. As vagas serão divididas igualmente entre os quem podem pagar 100% da mensalidade (R$ 480 por seis horas ou R$ 960 por doze), 75%, 50%, 25% ou nada. "Queremos reproduzir a realidade dentro da escola e, assim, teremos estudantes de todas as classes", afirma Ricardo Semler, autor do projeto da escola. "E não acreditamos que as tensões entre essas crianças sejam maiores do que as que existirão por diferenças de cultura, religião ou relação com os pais.

Crianças que convivem com classes sociais distintas diminuem o preconceito que criariam mais tarde em escolas segregadas."

Semler – que escreveu o livro Virando a Própria Mesa, no qual conta como multiplicou os ganhos da sua empresa ao dar poder aos funcionários – também garante que os mais ricos não pagarão as mensalidades dos mais pobres. "Os alunos carentes serão mantidos por patrocinadores e pela fundação Semco." A seleção será feita por sorteio.

No ano que vem, a Lumiar começa com estudantes de 4 a 6 anos. "Haverá capacidade para 60 alunos em 2003 e, dentro de cinco anos, queremos ter até o ensino médio", afirma Helena. Na educação infantil, a alfabetização se dará por meio de um "processo natural", conta a coordenadora-pedagógica.

"Não vamos impôr nada. Quando a criança se sentir preparada, ela pedirá para aprender a ler e a escrever e, então, ensinaremos. Mas vamos respeitar o momento de cada uma."

Seguindo esse ritmo, os pais terão de controlar a ansiedade. "Eles também não estão preparados para essa nova escola e é por causa disso que faremos um trabalho permanente", diz Helena. "Até se acostumarem que o filho não passa de ano, que não há horários rígidos aqui, será complicado. Mas vamos aproximá-los do colégio. A Lumiar estará com as portas abertas todos os dias para que almocem com seus filhos, por exemplo."

Marina afirma que os pais também não precisarão se desesperar quanto ao vestibular. "Essa é uma das principais preocupações que eles têm, mas acreditamos que nossos alunos terão mais condições de se preparar para o vestibular porque eles aprenderão a aprender, ou seja, saberão onde e como buscar as informações", afirma. "Mesmo que não tenham visto todo o conteúdo exigido pelos vestibulares, terão como recuperar isso, já que estarão com a mente aberta."

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DANIELA TÓFOLI Jornal da Tarde

Extraído de Jornal O Estado de SP – 08/10/2002 clip_image002[1]

Aos alunos do 6º semestre de Pedagogia – Texto 1: para ser trabalhado na aula do dia 28/10/2009

A Escola do Futuro e o Conflito*

Diz-se, de modo geral, que ocorreram 3 grandes revoluções que alteraram na raiz a forma de conceber e produzir a educação e o ensino. A primeira delas foi o surgimento da escola como espaço destinado ao ensino, acarretando a sistematização do processo como algo deliberado, especializado e focado. O Ensino deixa de ser familiar e difuso para ser institucional e sistêmico.

A segunda revolução surge com a criação dos sistemas escolares públicos. Este período é marcado pelo surgimento da ação do Estado no processo de transmissão do conhecimento e da cultura. Passa-se do paradigma privado para o público; passa-se do princípio da gestão de muitas escolas diferentes e privadas para o princípio da concentração do ensino por meio de redes de escolas; passa-se do modelo religioso de administrar a escola para o modelo burocrático homogeneizante de controle administrativo. Somado ao surgimento da imprensa, este período organiza a estrutura escolar em disciplinas e em níveis, e marca o surgimento do código de disciplina escolar.

A terceira revolução, quando ocorrer definitivamente no Brasil, trará conseqüências vitais para a sociedade. A terceira revolução é a da educação massificada. No Brasil, isto esta caracterizado pelo índice médio de 97% de crianças no ensino fundamental – deixo de tratar de outros temas possíveis derivados deste índice e seus rebatimentos. Pode parecer bom, mas a Suécia tinha 1% de analfabetos em 1875. A massificação educacional brasileira ainda fica a desejar se comparada a média mundial: entre 1950 e 1960 a matrícula primária cresceu 50%, enquanto a cobertura dos ensinos secundário e superior dobraram. Este fenômeno se repete nas décadas seguintes. O Brasil esta apenas começando a viver o fenômeno da massificação da educação.

Este fenômeno, mesmo que em etapa inicial, traz algumas reflexões necessárias e que devem ser realizadas com um olho no passado – para aprender – e outro no futuro – para antecipar.

Em 1940, os sete maiores problemas das escolas americanas eram: (1) falar em ocasiões impróprias; (2) mascar chicletes; (3) fazer barulho; (4) correr nos corredores; (5) furar filas; (6) desrespeitar as normas sobre o modo de se vestir e (7) fazer desordem. A mesma pesquisa foi realizada em 1990 e os sete maiores problemas identificados foram: (1) abuso de drogas; (2) abuso de álcool; (3) gravidez; (4) suicídio; (5) estupro; (6) roubo e (7) assalto. Logicamente, estes sete problemas têm relação direta e diferente com os 3 grande atores envolvidos no contexto da violência: a comunidade, a família e a escola. Trataremos aqui mais diretamente deste último.

É de se esperar que o Brasil, que inicia o processo de massificação da educação, passe por problemas semelhantes àqueles que já vivem os países que massificaram vários níveis de ensino. Hoje, assistimos aqui a repetição dos sete problemas americanos identificados há 12 anos atrás. Eis as questões: o que está sendo feito para se antecipar ao problema já conhecido? Como se decide hoje com vistas ao enfrentamento corajoso do problema visando superá-lo?

A escola é o espaço onde a sociedade acredita como ideal para reproduzir seus valores tidos como importantes para sua manutenção. Ocorre que a própria família passou a delegar à escola funções educativas que historicamente eram de sua responsabilidade, acarretando uma mudança no perfil de comportamento do aluno. Por outro lado, a massificação da educação trouxe para dentro do universo escolar um conjunto diferente de alunos, sendo certo que a escola atual – da maneira como está organizada e da maneira como foram formados os professores –, só está preparada para lidar com alunos de formato padrão e perfil ideal.

A massificação ampliou o número de alunos e trouxe um aluno de perfil diferente daquele com o qual escola esta preparada para lidar. Isto acarretou uma desestabilização da ordem interna histórica. Está criado o campo do conflito!

Somada a esta desestruturação da instituição escolar, temos a perda do poder aquisitivo dos professores, a ampliação das redes públicas sem profissionalização de gestores, a cobrança das comunidades sem a existência de canais maduros para a relação escola-comunidade, o desemprego dos alunos-trabalhadores e dos membros de das famílias, o descontrole do poder público sobre a criminalidade organizada.

É esperado que a escola sofra as conseqüências da sociedade onde está inserida. Mas não é só isto. Além de uma caixa de ressonância social, a escola possui seus próprios campos de relação e cria conflitos específicos na relação escola/comunidade, diretor/professor, professor/professor, professor/aluno e aluno/aluno, com características próprias e já conhecidas de alguns estudiosos e de alguns governos que viveram o problema antes de nós. Isto pode e deve ser antecipado pelos atores envolvidos no processo decisório: governantes, diretores, professores, educadores, pais e até alunos.

Os infelizes acontecimentos nas cidades alemãs de Erfurt e Freising, e antes delas nas cidades americanas de Grundy (Virginia), Littletown (Colorado) e Jonesboro (Arkansas), onde alunos mataram professores e colegas, são reflexos de uma sociedade violenta sim, mas antes de tudo, resultam dos conflitos próprios da escola, que podem e devem ser antecipados, a fim de se encontrarem remédios eficazes como, por exemplo, a capacitação de diretores, professores e alunos para a mediação de conflitos, conforme já realizado em outros locais como EUA, França, Bélgica e Argentina, principalmente.

O que temos percebido recentemente na mídia: morte de professor por estudante, morte de estudante por outro estudante, escolas fechadas pelo crime organizado, pais amedrontados nos horários de aula e outros tantos eventos similares são o início de um conjunto infeliz de acontecimentos envolvendo o universo escolar. A pesquisa sobre os sete problemas americanos serve para os nossos problemas e para alertar as autoridades decisórias sobre o cenário futuro!

É indispensável que diretores e professores sejam preparados para lidar com os “diferentes” – quer no ensino, quer na avaliação, quer na relação; que sejam instrumentalizados para identificar o conflito antes de seu surgimento e preparados para mediar o conflito quando de seu estabelecimento.

E, acima de tudo, governantes e educadores devem estar atentos para o fato de que o conflito não é o inimigo da “ordem” que sempre imperou na escola. O conflito é o resultado dos “diferentes e das diferenças” que hoje já podem conviver no espaço escolar. Logo, devemos aprender a lidar com esta situação irreversível, antecipando decisões a fim de que, quando o problema surgir mais fortemente, estejamos aptos a lidar com ele.

A escola de antes era a escola dos “iguais”. A escola de massa e do futuro será a escola dos “diferentes” e da diversidade, o que pede uma gestão escolar apropriada, a partir da visão do futuro que nos aguarda!

* Texto elaborado por Álvaro Chrispino, Doutor em Educação. Foi Subsecretário de Estado de Educação/RJ e Conselheiro Estadual de Educação/RJ. Atualmente é Secretário de Planejamento de Teresópolis e Diretor da Fundação Educacional Serra dos Órgãos – Teresópolis. Este artigo foi publicado no jornal O Globo, no dia 03 de junho de 2002, na página 07.

Aos alunos do 2ºsemestre de História e Geografia – Disciplina: Tópicos da Pré-Histó e da Antiguidade

Queridos alunos este é o artigo que iremos discutir na semana:

O faraó Akhenaton e nossos contemporâneos, elaborado por Ciro Flamarion Cardoso (Universidade Federal Fluminense)

Vocês pode baixar o artigo através deste link:

http://www.pucrs.br/ffch/historia/egiptomania/farao.pdf 

Ou se prefirem está disponilizado no site da FAI através do portal do aluno!

Abraços e boa leitura!

Aos alunos do 2º semestre de História e Geografia: brincando e aprendendo!

Para vocês treinarem o inglês e jogarem um pouquinho na net (para aprender brincando!)

“Enter the embalmer’s workshop, where you are to prepare the body of Ramose, officer to the king, for burial. The chief embalmer, Kha, is watching your work closely. You must do it perfectly – Kha’s reputation rests on your shoulders. Ramose’s prospects of reaching paradise depend entirely on you.” Usando o tradutor do Google: “Digite o embalsamador oficina, onde você está a preparar o corpo de Ramose, oficial do rei, para o enterro. O embalsamador chefe, Kha, está observando de perto seu trabalho. Deve fazê-lo perfeitamente, a reputação repousa em seus ombros.  As perspectivas de Ramose alcançar o paraíso depende inteiramente de você.

jogo Egito BBC

Para jogar clique aqui: http://www.bbc.co.uk/history/interactive/games/mummy_maker/index.shtml